Viajando por 40 cidades da Holanda: 4° cidade – Naarden

A característica mais famosa da cidade de Naarden é sem dúvida a sua forma estrelar. Uma das mais bem preservadas cidades medievais da europa, composta por 6 pontas ou bastiões. A definição de bastião é de posto avançado para a defesa de um território.
E ao caminhar sobre estes bastiões e observar o cinturão circuntante de água temos a nítida impressão de termos voltado ao século XVII. A estrutura da fortaleza é fascinante.
Segundo a Wikipedia, a  fortaleza faz parte da New Holland Waterline que é um conjunto de estruturas defensivas concebido por Maurício de Nassau no início do século XVII e implementado pelo seu meio-irmão Frederico Henrique.
Eles perceberam que inundando as zonas baixas das cidades conseguiriam uma excelente defesa contra os inimigos, formando ilhas para dificultar o movimento de potenciais invasores. Sorte a nossa que atualmente podemos ver obras tão maravilhosas. 
Portal
Fonte: Arquivo pessoal
Naarden
Fonte: Google imagens
Naarden tem vários pontos que vale a visita, mas vou colocar os mais turísticos:
 
Museu da Fortificação Holandesa
Localizado no bastião Turfpoort, tem diversos artefatos dos anos de 1350 até 1945 expostos, além do visitante poder experimentar a sensação de entrar dentro de uma fortaleza medieval. 
 
A igreja St. Vitus ou Grote Kerk 

Igreja St.Vitus

Se você assim como eu, adora visitar igreja. Não deixe de ir nesta basílica gótica construída entre os séculos XIV e XV. Ela apresenta como um dos seus atrativos, as famosas abóbadas de madeira com pinturas século XVI. Nos verões europeus existem diversos concertos de música dentro e fora desta igreja. Em frente desta igreja fica a estátua de Comenius.
Comenius

 

Museu Comenius

Museu Comenius

 

Onde está localizado o museu foi uma antiga igreja do mosteiro de Naarden. Lá está enterrado o famoso filósofo e teólogo tcheco Jan Amos Comenius, em 1670, na verdade era para ter sido enterrado em Amsterdã mas não havia dinheiro na época. Devido a este contexto histórico hoje a cidade recebe muitos peregrinos da República Tcheca e é  retratada num documento histórico chamado da carta das 200 coroas tchecas.

 
Casa espanhola
Casa Espanhola
Uma das últimas construções medievais dentro da cidade, na conquista de Naarden pelos espanhóis. Desde lá, o edifício serviu como pousada, capela, padaria, prefeitura e agora museu. Na sua fachada apresenta uma representação dessa época de batalhas.
 
Camâra Municipal
Câmara Municipal
Datada do ano 1601, seu edíficio é um exemplo das construções renascentistas. No salão da Câmara Municipal encontra-se uma maquete da cidade onde pode se observar claramente o formato estrelar.
 
Passeios em torno de Naarden.
O visitante pode apreciar a natureza de perto através de um passeio de barco pela a cidade de  Naarden. E ainda fazer uma trilha pela  floresta Naardebos que está localizada entre Naarden e Muiderberg.
Lembra do parque infantil Oude Valkeveen que já falei no blog? Se não lembrar clica aqui. Acredita que esse  parque, que as minhas crianças amaram, também está localizado em Naarden? 
Do lado de fora da fortaleza em torno de um bastião, existe uma mini fazendinha onde as crianças podem ter contato com as animais e alimentá-los. 
A cidade tem diversos restaurantes renomados e maravilhosos cafés, ou seja não irá faltar opções para você e sua família se divertirem.
 
Como chegar?
Apenas 20 quilometros da capital Amsterdã, a cidade é de fácil acesso de carro ou de trem. De carro a via de acesso é através da estrada A1.
De trem você deve buscar pela estação Naarden-Bussum. Existe trem do aeroporto Schipol até a estacão da cidade. Já o trajeto da estação central de Amsterdã até a estação Naarden-Bussum dura em torno de 25 minutos.
Vale lembrar que a estação de trem Naarden- Bussum fica fora da cidade fortificada chamada de Naarden Vesting, mas este caminho de 1,9 km pode ser feito a pé ou de ônibus.
Naarden consegue ser româtica, histórica, aconhegante além de linda. Com tantos atributos eu e minha família à escolhemos para ser o nosso próximo lar. Ou seja, iremos nos mudar em breve para esta cidade. Mas isso é um assunto para um próximo post.
 
Espero que tenham gostado de passear comigo por Naarden.
Não esqueça de ver a galeria de fotos!
Te vejo no próximo post.

Conhecimento artístico na Holanda e os 100 anos do movimento De Stijl

As minhas visitas a museus no Brasil não eram frequentes, até porque na cidade onde eu vivia não tinha muitas opções para visitar. Porém, na Terra dos Moinhos ir ao museu é algo muito comum, tão comum como ir ao cinema, e não faltam opções.

O meu aprendizado cultural aumentou bastante com essas visitas. O mais interessante é que em vários museus têm atividades para crianças, tornando-se uma excelente opção de passeio, principalmente no inverno.  Os meus filhos tiveram contato com movimentos artísticos que eu na idade deles, nem sonhava que existia.

Um desses movimentos está completando 100 anos é o “Movimento De Stijl” e estão acontecendo comemorações em toda a Holanda, por isso o nosso grupo de Blogueiras Brasileiras na Holanda resolveu contar para vocês através desta blogagem coletiva o que está rolando na cidade de cada uma ou nas suas proximidades.

Antes de mais nada, tive que buscar saber o que era o movimento e os seus principais representantes, então venha comigo que vou lhe contar o que descobri.

O grande representante desse movimento foi Piet Mondrian (1872-1944) cujo o nome remete imediatamente a imagem da sua obra com retângulos de cores primárias delimitados por grossas linhas pretas.

Modrian era um pintor clássico holandês que produzia paisagens com cores escuras e sombrias, próprias da arte do século XIX. Contudo, por volta de 1902 começou a produzir obras com traços claros e com cores primárias.

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Obra de Mondrian antes do movimento em 1892

Dentro da visão de Mondrian a pureza das cores primárias e das superfícies planas das formas era uma nova línguagem que transcendia a pintura e deveria atuar em todos os campos da arte. `A partir desta filosofia surge a revista De Stijl (O Estilo),1917-1928, que reúne um grupo de artistas plásticos, pintores, designers e arquitetos defendendo uma utópica harmonia universal das artes.

Segundo dados da wikipédia, o Stijl (ou Neoplasticismo, nome dado por Piet Mondrian à sua filosofia artística) foi um dos grandes marcos da arte moderna, o “mais puro dos movimentos abstratos”. O movimento, de origem e essência holandesa permaneceu ativo e coeso por menos de quinze anos, mas sua influência pode ser sentida nos dias atuais, particularmente na arquitetura, que privilegia espaços abertos, luminosidade, ventilação e funcionalidade, rompendo com convenções arquitetônicas da época e também no campo da pintura com traços retos e vibrantes.

Eu visitei a casa de Mondrian na linda cidade de Amersfoort que vocês conheceram aqui no blog, que foi transformada no museu Mondrian Huis. O museu tem diversas instalações interativas que contam a vida do pintor e todas as suas fases de descobertas até chegada ao movimento revolucionário do Neoplasticismo.

No final do passeio existe uma sala composta de peças de lego nas cores primárias onde  as crianças podem soltar a imaginação e criar os seus próprios quadros ao estilo Mondrian. Enquanto os adultos tomam um delicioso café no espaço reservado do museu ou compram um dos diversos livros sobre o movimento.

Logo na entrada da cidade tem uma grande cadeira representativa do movimento, e por toda Amersfoort existem obras com referências ao assunto. Contudo, se quiser ir numa cidade perto de você confira a relação abaixo de diversas blogueiras brasileiras que vivem na Holanda e participaram desta blogagem coletiva.

Beyond Wind Mills – Eindhoven

The Nerdylands – Leiden e breve menção a Haia

Little Jujuba – Amersfoort

Holandesando – Casa Rietveld Schroder em Utrecht

Por onde anda Fabi? – O Movimento / De Stijl – Utrecht

Os meus filhos não falam holandês e irão para uma escola holandesa. E agora?

A resposta a esta pergunta é bastante complexa, pois envolve vários outros fatores, como o tipo de escola, a alfabetização da criança na língua portuguesa, a idade da criança, as características emocionais da criança, os motivos que levaram a família a se mudar, a adaptação delas no país.

Devido a tantas particularidades é impossível ter uma resposta que abrange todos os cenários. Então, resolvi colocar a minha experiência como mãe de dois, entre 5 e 7 anos, que foram para uma escola católica de ensino básico tipicamente holandesa com quase nenhum estrangeiro.

Na Holanda existem escolas especiais preparadas para o recebimento de crianças estrangeiras, onde elas permanecem por um ano com intuito de aprender a língua neerlandesa. Entretanto, as minhas crianças não foram, pois não havia uma escola deste tipo nas proximidades da nossa residência.

O funcionamento do sistema de ensino holandês e os diferentes tipos de escola que existem no país, serão assuntos no meu próximo post, mas agora vou colocar perguntas básicas que podem ajudar no cotidiano da vida escolar,  ou seja, este texto será em formato de perguntas e respostas, sobre dúvidas que eu tive e que outras mães amigas tiveram ao chegar na Terra dos Moinhos, com crianças em idade escolar.

Vale ressaltar que são experiências pessoais. Não quero em hipótese alguma determinar que as respostas são iguais para todas as família. Quero convidar  você leitor, que tem alguma pergunta que não esteja nesta relação que  me envie a sua questão para que eu a inclua numa nova versão deste post.

Após a escolha da escola e da matrícula feita, chegou o grande dia, a volta `as aulas. E agora?

Qual o material escolar comprar? O que devo levar?

Não tive que comprar nenhum material escolar como lápis, caderno. As minhas únicas aquisições foram as mochilas e as lancheiras. Que podem ser encontradas nas grandes lojas de departamento ou de brinquedos como: Xenos, Hema, Blokker, Action, Intertoys.

Qual comida eu coloco na lancheira?

A escola dos meus filhos não fornece comida, ou seja, os pais devem providênciar dois lanches para o dia. O primeiro composto de uma fruta e uma bebida que pode ser água ou suco. O segundo lanche deverá ser mais completo, pois em alguns casos será o substituto do almoço, devido ao horário de permanência na escola.

Na lancheira, eu coloco pão com requeijão, queijo, presunto, pepino, tomate, cenoura, pistache, amêndoas, entre outros alimentos e mais uma bebida.

Cada escola tem regras de alimentação e existe uma lista de produtos proibidos.Sugiro que você pergunte no ato da matrícula onde encontrar as regras da sua escola. E lógico, considere também o gosto alimentar do seu filho.

E se a criança tiver fome e sede ou quiser ir no banheiro?

Na sala da minha filha de 5 anos existem placas com desenhos, onde a criança pega e mostra quando tem vontade de ir no banheiro. Mas, mesmo assim, eu avisei as professoras no primeiro dia de aula o significado das palavras “xixi” e “cocô”, “banheiro”, “água”.

Para o meu filho de 7 anos eu traduzir pequenas frases referente as necessidades acima e coloquei em pequenos papéis, era só ele mostrar para a professora. Em 3 dias já não precisou mais do papel.

Como é a comunicação do professor com os pais?

No Brasil as escolas usavam agendas individuais para o contato com os pais, aqui usam o grupo de whatsapp. Mas são apenas para informativos da professora (o) , ou seja, nada de passar informação que não esteja dentro do contexto escolar, caso contrário poderá receber uma mensagem até rude de outros pais. Alguns pais criam grupos de integração entre os pais da sala de aula, os chamados hulpouders, contudo permanece a regra da ponteração do assunto.

 Para que serve os sacos grandes para colocar as mochilas?

Chamados de “licesafe”, são para evitar piolhos. Nesta terra fria é uma praga muito comum, pois piolhos adoram os ambientes quentinhos da escola, por isso existem grupos de mães voluntárias que fazem um check up na cabeça do seu filho ao chegar de férias e caso encontrem os malditos, entra em ação o protocolo de piolhos. Eu ainda não tive essa experiência. Ufa!!!

 O meu filho terá uma atenção especial?

Nos primeiros meses poderá ter um professor ou um aluno do último ano que irá ficar algumas horas com seu filho para ensinar palavras básicas, porém, assim que a criança conseguir se comunicar essa atenção extra acaba.

O que fazer quando a criança precisa faltar a aula por doença ou problema familiar?

Avise antes ou no dia durante o período escolar. Explique o motivo pessoalmente, por telefone ou e-mail. As escolas/ prefeituras aplicam uma multa em caso de ausência não justificada.

Como faço para acompanhar o desenvolvimento do meu filho? Tem dever de casa?

Cada escola tem um calendário de reuniões individuais que duram 10 minutos, onde os professores falam sobre o desenvolvimento e dificuldades do seu filho.  Sugiro que compareçam a todas, pois a participação dos pais contam muito para as escolas holandesas. Os deveres de casa são mais comuns a partir do grupo 5 ( crianças com 8 anos).

Como funcionam os passeios escolares?

Normalmente não há custos extras para os pais e quando existe é utilizado do fundo de arrecadação da taxa anual de manuteção escolar ( vou contar mais sobre isso no próximo post). Eu paguei apenas um passeio dos 5 que o meu filho teve durante o ano.

Cuidados pós escolar, como funcionam?

Algumas escola tem um intervalo na hora do almoço, e depois retomam as aulas até as 15 horas. Outras vão direto até `as 14:30. Se você não puder buscar ou cuidar do seu filho fora do período escolar, peça indicação da escola sobre as empresas parceiras para cuidado pós escolar. Estas empresas cuidam do seu filho mediante um pagamento mensal ou anual.

E acima de tudo tenha paciência, o ínicio pode parecer difícil, mas adaptação acaba acontecendo.

Te vejo no próximo post!  E boa volta`as aulas!

Beijocas

Parque de diversão na Holanda – Oud Valkeveen

Já imaginou ir num parque de diversão onde aqueles brinquedos super radicais estão em tamanho menores? Um parque onde você pode realizar a vontade daquele seu pequeno que sonha em ir na montanha russa, mas ainda não tem tamanho para ir numa convencional.

Eu achei esse parque e fica numa área verde maravilhosa com direito a laguinho com patinhos e praia particular.  O nome do parque é Oud valkeveen fica  entre as cidades de Naarden e Huizen, com mais de 95 anos de existência ele tem mais de 50 atrações.

Tem teatro e shows com os mascotes do parque e até um mini cinema. Na maioria dos brinquedos a altura mínima é 1 metro, ou seja diversão garantida para os pequenos. Mas, os bebês também tem um espaço reservado para eles, o chamado “Miniland”.

O parque tem ainda trenzinho, brinquedos infláveis e área para piquiniques. Os adultos podem contar com uma excelente infraestrutura com lanchonete, restaurante e banheiros.

Seguem algumas atrações que os meus pequenos mais gostaram e é claro eu também.

Achtbaan

Uma mini montanha russa para crianças a partir de 1 metro de altura sob orientação de um adulto.

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Zwierezwaai

O Zwierezwaai é uma espécie de sombrinha voadora, do ponto  mais alto você tem uma visão de todo o parque infantil.

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Mega Glijbaan

Um escorregador de 15 metros de altura onde crianças de 1.05m a 1.10m podem brincar sob orientação de um adulto.

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Mas a diversão continua, tem muita coisa legal para fazer, confira nas fotos. E caso queira se programar para ir visitá-lo, olhe a programação das datas de funcionamento no site do parque neste link Oud Valkeveen.

O preço é bastante atrativo eu paguei apenas 10,50 euros por cada pessoa, porém existe um cartão fidelidade, caso você more na Holanda e queira ir mais vezes durante o ano.

Espero que tenham gostado da dica.

Te vejo no próximo post. Mas antes confira mais fotinhas do parque.

Viajando por 40 cidades da Holanda: 3ª cidade – Amersfoort

Amersfoort está localizada na região central da Holanda e teve grande importância econômica para o país. A cidade é um centro de convergência de vias férreas e rodoviárias e a segunda maior cidade da província neerlandesa de Utrecht com uma população de aproximadamente 151.534 habitantes.

Uma bela cidade medieval originária do século 13 com uma rica história. Através dos seus diversos monumentos, ruas e canais você consegue identificar os sutis detalhes dessa riqueza cultural. Atrações não faltam a cidade, sendo até difícil escolher algumas para divulgar neste post. Selecionei as mais famosas e os principais pontos turísticos que não podem faltar na sua visita.

Koppelpoort

Um lindo portal medieval, datado de meados do ano 1400, que fazia parte da antiga muralha da cidade. A visita noturna do portal fica maravilhosa através da sua iluminação especial, destacando os seus detalhes arquitetônicos.

Koppelpoort
Foto: arquivo pessoal

Onze Lieve Vrouwetoren  ou Torre da Nossa Senhora

Uma torre medieval de mais de 98 metros de altura; sua construção iniciou por volta de 1450 e foi finalizada no ano de 1500. Durante todo ano, são promovidas atividades divertidas organizadas ao redor da torre e também é possível escalá-la. Caso queira encarar os 322 degraus, seu esforço será recompensado com uma vista deslumbrante sobre Amersfoort. É um dos monumentos mais atraentes da cidade e a segunda torre de igreja mais alta da Holanda.

Onze Lieve Vrouwetoren
Foto arquivo pessoal: Priscila Sobral

Muurhuizen

Devido a expansão da cidade em meados do ano de 1380 uma nova muralha teve que ser construída. E cerca de 1500 casas foram construídas com o material da parede velha ao longo da linha onde o muro da cidade havia parado. Como a construção dessas casas ocorreu em diferentes períodos, surgiu uma grande variedade de formas. É muito interessante visualizar estas diferenças nas construções.

Muurhuizen
Foto: Arquivo pessoal

Mannenzaal

Esta é a única pousada originalmente medieval que foi preservada na Holanda. Inicialmente, a pousada era apenas destinada aos doentes. Mais tarde, tornou-se uma casa de idosos. Em 2014 a capela que fazia parte da pousada foi fechada e atualmente é um centro de eventos. Nos meses de julho e agosto atores  interpretam a História da vida de Mannenzaal. Esse evento permite que os visitantes se imersem na vida diária do lar de idosos de meados de 1907 podendo experimentar como os habitantes viviam naquela época.

Mannenzaal
Fonte da foto: mannenzaal.nl (foto divulgação)

Mondriaanhuis

Um dos seus ilustres moradores foi Piet Mondriaan que tornou-se mundialmente famoso como um dos fundadores da arte abstracta (geométrica). No centro da cidade está localizada a sua casa, atualmente é o museu de Mondriaanhuis.

Mondriaanhuis
Foto:Arquivo pessoal

Kunsthal Kade

Outro museu de arquitetura, arte e design é o Kunsthal Kade também localizado no centro da cidade, mas sobre museus estou preparando uma surpresa. Aguardem!

Kade
Foto:Arquivo pessoal

Outra dica legal é fazer um passeio guiado pela cidade através da associação Gilde Amersfoort composta por voluntários locais que cobram valores modestos e contam a história dos monumentos e da cidade em diversas línguas, são 5 o número mínimo de pessoas.

Gostou de conhecer Amersfoort comigo?  Então não perca a próxima cidade do projeto Viajando por 40 cidades da Holanda.

Te vejo no próximo post, mas antes veja a galeria de fotos de Amersfoort logo abaixo. 🙂

Viajando por 40 cidades da Holanda: 2ª cidade – Hilversum

Quando decidi escrever esse projeto sobre as cidades da Holanda, quis colocar também as cidades próximas da cidade onde moro, pois elas são interessantes apesar de em sua maioria estarem fora do contexto turístico.

Eu não tinha ideia de como é difícil escrever sobre uma cidade que você conhece bem e frequenta constantemente. O olhar mágico da visão de um turista é distorcido quando contrastado com a rotina diária, os detalhes belos do local passam despercebidos.

Pedir as contas de quantas vezes eu fui a Hilversum, mas para escrever esse texto resolvi visitá-la novamente como se fosse a primeira vez, e foi maravilhoso.

Conhecida como a “cidade mídia da Holanda”, nela se concentra quase todo o polo de emissoras de TV e rádio dos Países Baixos, um dos pontos mais famosos é o Instituto Holandês de Som e Visão (“Nederlands Instituut voor Beeld en Geluid”) que segundo o site wikipedia é uma organização histórica- cultural que concentra um dos maiores arquivos audiovisuais da Europa e admisnistra mais de 70 % do patrimônio audiovisual holandês. Os visitantes podem ainda explorar o maravilhoso mundo televisivo através do seu museu localizado dentro do instituto, uma experiência única.

Instituto de TV holandesa
Fonte da foto: Beeld en Geluid – Tive um problema com a foto que tirei do estúdio, mas não podia deixar de mostrar, em breve vou incluir uma fotinha minha 🙂

Hilversum pertence`a província da Holanda do Norte na região chamada de “Het Gooi” , é uma das maiores cidades desta região. Tem uma localização privilegiada, está a cerca de 35 km de Amsterdã e a 20 km de Utrecht.

A cidade é cercada por bosques, lagos e lindas casas típicas daquelas encontradas nas telas de TV. O centro da cidade é mais movimentado com muitas lojas, encontramos grandes marcas  holandesas e internacionais. A sede da empresa Nike nos Países Baixos está localizada em Hilversum.

Na praça central existe um museu direcionado para exposição de fotos, o Museu Hilversum. O museu é um achado para quem gosta de fotografia. Eu visitei uma exposição organizada pela Cannon onde foram expostas as obras dos principais fotógrafos da Holanda. Todo mês o museu apresenta uma novidade, vale apena conferir.

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A cidade tem diversas obras de artes espalhadas por suas ruas, onde os trabalhos dos artistas holandeses ganham destaque.

 

Com aproximadamente 89 mil habitantes a cidade tem uma vida noturna agitada em comparação as suas vizinhas Bussum e Baarn, diversos bares e restaurantes, além de cinemas. A cidade conta ainda com uma enorme biblioteca pública e diversos parques verdes.

Existem 3 estações de trem na cidade, ou seja o deslocamento é muito fácil e rápido. Vale uma visita! Apenas 21 minutos da estação Central de Amsterdã até Hilversum e você vai conhecer mais uma encantadora cidade holandesa.

Espero que tenham gostado desse passeio por Hilversum. Em breve mais uma das 40 cidades da Holanda para vocês conhencerem junto comigo.

Te vejo no próximo post!

Beijocas

 

 

 

 

 

Viajando por 40 cidades da Holanda – 1ª parada: Maastricht

Hoje o blog Melissa na Holanda completa um ano. Tudo começou com a necessidade de contar aos meus familiares todas as minhas descobertas vividas do outro lado do Atlântico. E depois fui percebendo que as minhas experiências estavam ajudando outras pessoas a terem uma ideia de como é viver na Terra dos Moinhos.

A paixão por escrever começou a ganhar força e a dividir espaço com outra paixão, a fotografia. E para comemorar o aniversário do blog e iniciar as comemorações do meu aniversário de 40 anos,  que será em 2018, resolvi montar o projeto “Viajando por 40 cidades da Holanda”, que consiste em conhecer e fotografar 40 cidades holandesas no prazo de um ano.

Você vai conhecer a Holanda junto comigo e minha família, pois, este é um projeto familiar e terá a participação de toda a minha família (filhos e marido) que irão me acompanhar nessa aventura. Será em média 2 a 3 cidades por mês numa aventura que começa em Julho de 2017 e termina em Julho de 2018.

O principal formato de divulgação será através do no meu blog Melissa na Holanda, mas você também poderá ver as dicas de viagem e fotos das cidades visitadas pelo Instagram (@melissanaholanda) e a página do blog no Facebook (https://www.facebook.com/melissanaholanda)

O primeiro destino dessa aventura foi Maastricht. Uma linda cidade ao sul do país com um filho ilustre que representa a música clássica André Rieu.  É uma das cidades mais antiga da Holanda, capital da província de Limburgo, o seu valor cultural e histórico é impressionante.

O nosso passeio começou pela praça central chamada de Vrijthof, a cidade foi construída em torno desta praça, com diversos bares, cafés e restaurantes a praça é o coração da cidade.

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Praça Vrijthof

Nela encontramos a fabulosa basílica de São Servácio em estilo românico, que demostra toda a majestade das antigas construções da cidade. Ali se encontra o túmulo de São Servácio,  primeiro bispo de Maastricht que teve um papel importante para sua época.

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Basílica de São Servácio
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Rua lateral da Basílica São Servácio
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Interior da Basílica São Servácio

Outra igreja belíssma é a Basílica católica de Nossa Senhora que remota ao século XI, a força da sua história fica evidente já na sua fachada.  No dia em que fomos estava fechada, então não conseguimos ver a estátua da Nossa Senhora, conhecida como milagrosa. A praça que fica em torno da basílica é linda e também repleta de cafés, tem uma sorveteria italiana fantástica.

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Basílica católica de Nossa Senhora

Em frente a Câmara Municipal estava acontecendo uma feira de rua que vendia desde frutas até objetos antigos. Ao redor da praça onde fica a Câmara existem vários bares, cafés e restaurantes. Almoçamos em um desses restaurantes,os preços são médios, pagamos em torno de $ 50 euros incluindo bebidas (sucos e choppe), uma média excelente para dois adultos e duas crianças.

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Câmara Municipal
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Feira de rua em frente a Câmara Municipal

Agora quero gastar uma pouco da minha pesquisa histórica para falar da ponte Sint-Servaasbrug, segundo a lenda é uma das pontes mais antigas da Holanda. Um linda ponte de pedra construída no século XII, liga os dois lados do rio Mosa, “a ponte” como era chamada antes dos anos 30, foi construída pelos romanos e no ano de 1275 sofreu um forte dano, sendo reconstruída em arcos de pedra da forma que conhecemos atualmente.

A ponte é uma referência turística de Maastricht, conhecer a cidade significa obrigatoriamente conhecer a ponte. No seu entorno dá para apreciar a sua beleza tomando um excelente café ou aproveitando o sol nas margens do rio Mosa.

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Ponte Sint-Servaasbrug,

Fizemos esta viagem de carro em um único dia, mas existe uma linha de trem saindo de Amsterdam Central, cuja viagem dura no máximo 3 horas, ou seja dá para fazer um bate e volta e conhecer os principais pontos da cidade. Mas se quiser conhecer os vinhedos, os museus e as cavernas de São Pedro, recomendo pernoitar na cidade.

Todos os anos, no verão, acontece na cidade, um concerto de André Rieu, na praça de Vrijthof. Minha irmã veio especialmente do Brasil para assistir um destes concertos e recomenda, mas a hospedagem nessa época fica um pouco mais cara, então programe-se com antecedência.

Um dica fundamental é pegar um mapa da cidade no Centro de Atenção ao Turista, logo que chegar à cidade, lá você  também encontra diversos suvenirs para levar de lembrança.

Espero que tenham gostado das dicas e fotos.

Te vejo no próximo post.

Beijocas

 

Viajar de carro pela Europa com crianças

Quando falo para os meus amigos que dirigi da Holanda até a Croácia todos querem entender como foi essa viagem, então resolvi fazer esse post para aqueles aventureiros que querem viajar pela Europa de carro com crianças.

Eu tinha apenas 5 meses de Holanda e ainda estava de posse da minha habilitação brasileira, as crianças entraram de férias, mas o marido nos deu a notícia que não poderia viajar conosco. Eu tinha a opção de passar todas as férias em casa ou ir para um país lindo onde o sol é generoso, com paisagens de tirar o fólego e onde os meus filhos poderiam correr livres no campos verdes e ainda comer fruta colhida do pé no sítio dos avós e no final do dia mergulhar num mar cristalino, ou seja, era uma alternativa muito atrativa.

Mas comprar tickets aéreos para a Croácia em pleno mês de Julho sem nenhuma programação não é um bom negócio, a opção mais fácil era dirigir até lá, afinal seriam apenas 1.397 km para ir e 1.397 km para voltar.

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Fonte: Google map

Considerando que teria que atravessar quatro países: Holanda, Alemanha, Áustria, Eslovênia até chegar na Croácia, com duas crianças, falando apenas o básico do inglês e do croata e sem conhecer as estradas, posso afirmar que com certeza foi uma aventura.

Contudo, quando se viaja com crianças, temos a responsabilidade do “risco controlado”, afinal os pequenos dependem de você. Aventura deve ser planejada nos mínimos detalhes, onde os imprevistos são a parte divertida da história.

Planejamento da viagem:

  1. Veja no mapa o seu trajeto, imprima o seu itinerário.
  2. Identifique todos os postos de gasolina no decorre do trajeto, isso é muito importante, pois caso você precise de uma parada de emergência, poderá saber a quantos kilômetros irá ter ajuda.
  3. Tenha um bom GPS no carro.
  4. Planeje as paradas e a quantidade de tempo de cada uma.

No meu caso eu não queria dormir na estrada, pois tinha medo de ficar sozinha no hotel com as crianças (paranóia de mãe). Fiz a minha programação de dirigir durante 15 horas, sair de madrugada da Holanda e chegar no inicio da tarde na Croácia.

  1. Leve estoque de comida e bebida.

Eu levei duas bolsa térmicas: uma com sucos, iogurtes, água e outra com sanduíches e frutas, além de uma sacola com diversos biscoitos. Uma dica importante, evite o máximo comer comida de rua, pois a sua criança pode não está acostumada com novos sabores ou ter uma alergia inesperada a um determinado ingrediente e acabar indo parar uma emergência médica por intoxicação alimentar. Outra dica: pare o carro para dar comida as crianças, evite que as refeições principais sejam dentro do carro enquanto você dirige. Programe-se para que ocorra nas paradas, pois caso aconteça da criança passar mal, você estará com toda atenção voltada para ela e não para a estrada.

  1. Leve remédios de primeiro socorros à mão.
  2. Deixe o carro confortável para as crianças, coloque travesseiros e cobertas o suficiente para quando dormirem não se machuquem e você não precise parar o carro para ajeitá-los, afinal estará sozinha e na estrada não se pode parar a qualquer momento.
  3. Leve tablets/Ipads para cada criança, sei que muitas mães não gostam, mas numa viagem longa essas tecnologias são essenciais.
  4. Evite brinquedos pequenos que possam cair debaixo do banco e causar um choro descontrolado até a próxima parada do carro.
  5. Tenha dinheiro em espécie o suficiente para uma emergência, além de cartão de crédito.

Na estrada

Holanda – Dirigir na Holanda é super tranquilo, as estradas são excelentes, bem sinalizadas e com rígido controle de velocidade. A Terra dos Moinhos é muito pequena então provavelmente independente do ponto do país que você esteja em no máximo 3 horas já estará na fronteira.

Alemanha – Cuidado! Essa é a palavra chave. Na época da minha viagem o trecho da cidade da Colônia até a cidade de Nuremberga estava em zona de obra, muitos trechos com apenas uma ou duas pistas, ou seja, quase 80 % da viagem. Considerando, que praticamente toda auto estrada na Alemanha a velocidade não é controlada, podem imaginar o risco.

Nas partes próximas às cidades existem limites de velocidade, contudo, na auto estrada não existe limite, sendo assim os carros podem ultrapassar os 160 km por hora. Ao juntar alta velocidade, trechos em obras e motoristas desatentos, o risco é bastante grande. A minha dica é: redobre sua atenção e cuidado ao mudar de faixa e quando houver sinalização obedeça à risca.

Quando tiver na divisa da Alemanha com a Áustria na cidade de Passau pare e compre dois adesivos pedágios para colar no para-brisa do carro, um para circular pela Áustria e outro para circular pela Eslovênia, os dois são vendidos no mesmo lugar. Caso você não tenha esses adesivos, poderá ter o seu carro multado ou apreendido.

Áustria – Paciência! Imagina uma estrada curvilínea, com diversos e imensos túneis. No ínicio do túnel existe um limite de velocidade de 100 km, mas no meio do túnel reduz para 50km repentinamente, no final do túnel aumenta para 100km e, apenas 300 metros depois reduz para 60 km. Ou seja, uma loucura total, não tem como prever a próxima placa e você tem a nítida sensação que estão brincando com você.

Confesso que nesse ponto senti saudade do perigo alemão. Mas a paisagem de cinema do alpes austríacos e os castelos de beira de estrada faz você esquecer a incoerência das sinalizações. Esta é a parte mais bonita da viagem.

Eslovênia – Socorro!!! Um país super pequeno e muito desorganizado em se tratando de estrada. Praticamente toda a auto estrada está em obra, e pelo que eu me informei já se passaram mais de 5 anos e não acabam nunca. A ponte que faz a ligação com a Croácia estava fechada devido as obras e tive que fazer um desvio por dentro da cidade. Porém, o GPS parou de funcionar e não conseguiu reconhecer as estradas internas, fiquei perdida, era noite, eu não entendia as placas e as crianças já estavam impacientes.

Nesses momentos é importante ter calma e fé, acreditar que vai achar uma solução. Após logos minutos encontrei uma estrada lateral onde conseguia ver parte da auto estrada, mantive o foco e para minha surpresa quando encontrei a saída já estava na divisa do país e o GPS voltou a funcionar. Quatro horas depois estávamos na casa dos meus sogros, na Croácia. A viagem durou 18 horas, muitas risadas, muitas paisagens lindas, alguns apertos e a certeza que valeu a pena.

Croácia – As estradas são amplas, bem sinalizadas e com um coerente controle de velocidade. O único incômodo são os inúmeros pedágios.

E você? Ficou animado em se aventurar? Conta pra gente!

Beijocas e te vejo no próximo post.

 

 

As 3 coisas que aprendi vivendo na Holanda

O texto de hoje é fruto de uma postagem coletiva do grupo Blogueiras Brasileiras na Holanda e trás uma reflexão muito legal do que aprendemos depois de mudar para o País. Eu poderia listar várias coisas, mas vou escolher apenas 3 que mudaram, não apenas o meu comportamento, mas minha percepção de mundo.

– Aprendi a acreditar que tudo pode ser possível

Mudar para a Holanda não foi um propósito de vida e sim uma consequência de vários fatores. O medo e a insegurança fizeram parte de todo o processo. Achei que seria impossível me adaptar aos novos costumes, língua e principalmente ao clima, mas sabia que precisava. Então, busquei reagir e encarar a mudança com determinação.

De repente, as coisas aconteceram e passei a não ter medo do desconhecido. Estudei holandês sozinha, me tornei voluntária num centro comunitário, mesmo com inglês básico. Comecei a estudar profundamente fotografia, um hobby que tenho como meta transformar em profissão. Fiz amizades com pessoas oriundas de diversas partes do mundo como: Líbano, Túrquia, Rússia, Canadá, Argentina, México, Alemanha e principalmente Holanda.

Ingressei numa plataforma digital chamada Brasileiras pelo Mundo, composta por mais de 100 mulheres brasileiras que moram em várias partes mundo e que têm como propósito o empoderamento feminino. Aprendi com as experiências delas e por participar desse grupo irei fazer esse ano a minha primeira viagem internacional sozinha, vou para Londres para participar de um Encontro Anual dessas mulheres, representando a Holanda. Comecei a relatar as minhas experiências no meu blog Melissa na Holanda e tais informações passaram ajudar pessoas desconhecidas e essa sensação meu trouxe um sentimento de paz enorme.

Percebi que o desafio da mudança é gratificante, pois te tira do conforto do cotidiano e te obriga a evoluir. Por isso, eu recomendo a se arriscar, mesmo que o início pareça improvável, saiba que o impossível é somente um ponto de vista.

– Aprendi a dar valor a simplicidade

Cheguei em pleno inverno holandês, e tinha apenas um casaco para frio rigoroso. E estava incomodada em  pensar que as pessoas sempre me viam com o mesmo casaco. Mas, por falta de grana e de tempo ainda não tinha comprado outro e comentei com a minha vizinha holandesa que não via a hora de ir numa loja.

A resposta dela foi a minha primeira lição de simplicidade deste povo: “Por que? Este não te esquenta? Por que precisa de mais de um?”. Parei e refleti: Verdade! Aquele atendia perfeitamente as minhas necessidades. E naquele momento me senti ridícula e a preocupação acabou. Certas questões impostas pelo meio que nos cerca, perdem o valor quando passamos a questioná-las com o olhar mais criterioso.

Coisas simples como: acompanhar a beleza e o desenvolvimento de uma árvore durante as quatros estações do ano; fazer cupcakes para os aniversários dos meus filhos sem me preocupa com a perfeição da forma; sentar para bater papo com amigas no meio da tarde. Saborear pratos diferentes; tomar uma taça de vinho para comemorar a chegada do sol; cuidar do jardim ao chegar da Primavera. Tudo passou a fazer sentido e a proporcionar uma sensação de bem estar incondicional.

Em suma, entender que a felicidade está nos pequenos momentos e que estes juntos formam a vida que vivemos e escolhemos viver.

– Aprendi a importância das relações humanas

A distância do Brasil e a necessidade de informar aos parentes e amigos como estavam as minhas novas descobertas do outro lado do Atlântico me aproximou das redes sociais. E ao navegar neste novo mundo virtual encontrei mulheres com histórias semelhantes a minha.

Diversidade é a palavra chave para descrever esse grupo de brasileiras que saíram do Brasil por diferentes motivos para desbravar a Terra dos Moinhos. E que, assim como eu, também através de textos fotos e vídeos inspiram pessoas e compartilham os sabores e dissabores de serem expatriadas.

E foi através desta afinidade de pensamentos que resolvi reunir essas mulheres. E mesmo sem conhecê-las, passei a contatá-las e tive a grata surpresa de saber que a essência da relação humana transborda o mundo virtual.

Pessoas maravilhosas que agora fazem parte da minha vida e juntas formamos o grupo Blogueiras Brasileiras na Holanda.

Este texto é resultado do nosso primeiro projeto juntas e com muita alegria gostaria de compartilhar com vocês não somente o que aprendi ao mudar para a Holanda, mas a visões múltiplas de vários olhares femininos.

Aqui você irá encontrar os textos sobre aprendizado das seguintes blogueiras:

Ana de Amsterdam!

Bailandesa.nl

Holandesando.com

Beyond Windmills

The Nerdylands

Little Jujuba

Diário de Prato

Holandices

Blog Metamorfose Fashion

Vivendo na Holanda by Carol Alves

Outra Youtuber que também fala sobre a Holanda é a:

Joyce Aurora

E você, o que aprendeu no último ano da sua vida? Conta pra gente!

Beijocas!

Te vejo no próximo post.

Páscoa na Holanda

Os holandeses vivenciam a Páscoa de uma maneira muito intensa. As casas e lojas são enfeitadas com lindos coelhinhos e pintinhos de porcelana, ovinhos pintados, galhos e imagens que representam a natureza.

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O tradicional ovo grande de Páscoa de chocolate que lotam os supermercados brasileiros por aqui não tem muito destaque, mas sim os coelhinhos de chocolate, assim como outros animais: pintinhos, galos, bezerros, patos. Os biscoitos típicos e os pães especiais tem o seu lugar garantido na mesa da família holandesa. O tempo com a família por aqui é muito importante, talvez seja por isso que temos dois dias de Páscoa.

O Eerste Paasdag (Primeiro Dia de Páscoa) e Tweede Paasdag (Segundo Dia de Páscoa)

O domingo de Páscoa é comemorado com um almoço (na verdade algo similar a um lanche) de família com direito a iguarias típicas da época como: peixes, ovos, queijos e pães especiais.  Outra tradição muito aguardada pelas as crianças holandesas é a  caça aos ovos. Elas saem com suas cestinhas decoradas em busca da maior quantidade de ovinhos de chocolates ou cascas de ovos de galinha pintados à mão pelos jardins e praças.

A segunda-feira é o dia de descanso, um feriado nacional, onde as famílias passeiam, arrumam seus jardins, ou simplesmente ficam curtindo o seu dia livre em casa.  Na Holanda não se comemora a Sexta-feira Santa.

Essa é a minha segunda Páscoa na Terra dos Moinhos e percebo também um sentimento de partilha ao próximo. Tenho uma vizinha que todo ano faz escultura de manteiga para presentear os amigos. Muito fofo!

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Na escola dos meus filhos existe uma programação especial que consiste em um lanche comemorativo na sala de aula, caça aos ovinhos de Páscoa e depois uma visita a igreja no horário de aula para uma missa especial com as crianças.

E nesse sentimento de amor ao próximo que quero desejar uma Feliz Páscoa a todos vocês! Ou no bom holandês “ Vrolijk Pasen!”

Beijocas e te vejo no próximo post!