Viajando por 40 cidades da Holanda: 2ª cidade – Hilversum

Quando decidi escrever esse projeto sobre as cidades da Holanda, quis colocar também as cidades próximas da cidade onde moro, pois elas são interessantes apesar de em sua maioria estarem fora do contexto turístico.

Eu não tinha ideia de como é difícil escrever sobre uma cidade que você conhece bem e frequenta constantemente. O olhar mágico da visão de um turista é distorcido quando contrastado com a rotina diária, os detalhes belos do local passam despercebidos.

Pedir as contas de quantas vezes eu fui a Hilversum, mas para escrever esse texto resolvi visitá-la novamente como se fosse a primeira vez, e foi maravilhoso.

Conhecida como a “cidade mídia da Holanda”, nela se concentra quase todo o polo de emissoras de TV e rádio dos Países Baixos, um dos pontos mais famosos é o Instituto Holandês de Som e Visão (“Nederlands Instituut voor Beeld en Geluid”) que segundo o site wikipedia é uma organização histórica- cultural que concentra um dos maiores arquivos audiovisuais da Europa e admisnistra mais de 70 % do patrimônio audiovisual holandês. Os visitantes podem ainda explorar o maravilhoso mundo televisivo através do seu museu localizado dentro do instituto, uma experiência única.

Instituto de TV holandesa
Fonte da foto: Beeld en Geluid – Tive um problema com a foto que tirei do estúdio, mas não podia deixar de mostrar, em breve vou incluir uma fotinha minha 🙂

Hilversum pertence`a província da Holanda do Norte na região chamada de “Het Gooi” , é uma das maiores cidades desta região. Tem uma localização privilegiada, está a cerca de 35 km de Amsterdã e a 20 km de Utrecht.

A cidade é cercada por bosques, lagos e lindas casas típicas daquelas encontradas nas telas de TV. O centro da cidade é mais movimentado com muitas lojas, encontramos grandes marcas  holandesas e internacionais. A sede da empresa Nike nos Países Baixos está localizada em Hilversum.

Na praça central existe um museu direcionado para exposição de fotos, o Museu Hilversum. O museu é um achado para quem gosta de fotografia. Eu visitei uma exposição organizada pela Cannon onde foram expostas as obras dos principais fotógrafos da Holanda. Todo mês o museu apresenta uma novidade, vale apena conferir.

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A cidade tem diversas obras de artes espalhadas por suas ruas, onde os trabalhos dos artistas holandeses ganham destaque.

 

Com aproximadamente 89 mil habitantes a cidade tem uma vida noturna agitada em comparação as suas vizinhas Bussum e Baarn, diversos bares e restaurantes, além de cinemas. A cidade conta ainda com uma enorme biblioteca pública e diversos parques verdes.

Existem 3 estações de trem na cidade, ou seja o deslocamento é muito fácil e rápido. Vale uma visita! Apenas 21 minutos da estação Central de Amsterdã até Hilversum e você vai conhecer mais uma encantadora cidade holandesa.

Espero que tenham gostado desse passeio por Hilversum. Em breve mais uma das 40 cidades da Holanda para vocês conhencerem junto comigo.

Te vejo no próximo post!

Beijocas

 

 

 

 

 

Viajando por 40 cidades da Holanda – 1ª parada: Maastricht

Hoje o blog Melissa na Holanda completa um ano. Tudo começou com a necessidade de contar aos meus familiares todas as minhas descobertas vividas do outro lado do Atlântico. E depois fui percebendo que as minhas experiências estavam ajudando outras pessoas a terem uma ideia de como é viver na Terra dos Moinhos.

A paixão por escrever começou a ganhar força e a dividir espaço com outra paixão, a fotografia. E para comemorar o aniversário do blog e iniciar as comemorações do meu aniversário de 40 anos,  que será em 2018, resolvi montar o projeto “Viajando por 40 cidades da Holanda”, que consiste em conhecer e fotografar 40 cidades holandesas no prazo de um ano.

Você vai conhecer a Holanda junto comigo e minha família, pois, este é um projeto familiar e terá a participação de toda a minha família (filhos e marido) que irão me acompanhar nessa aventura. Será em média 2 a 3 cidades por mês numa aventura que começa em Julho de 2017 e termina em Julho de 2018.

O principal formato de divulgação será através do no meu blog Melissa na Holanda, mas você também poderá ver as dicas de viagem e fotos das cidades visitadas pelo Instagram (@melissanaholanda) e a página do blog no Facebook (https://www.facebook.com/melissanaholanda)

O primeiro destino dessa aventura foi Maastricht. Uma linda cidade ao sul do país com um filho ilustre que representa a música clássica André Rieu.  É uma das cidades mais antiga da Holanda, capital da província de Limburgo, o seu valor cultural e histórico é impressionante.

O nosso passeio começou pela praça central chamada de Vrijthof, a cidade foi construída em torno desta praça, com diversos bares, cafés e restaurantes a praça é o coração da cidade.

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Praça Vrijthof

Nela encontramos a fabulosa basílica de São Servácio em estilo românico, que demostra toda a majestade das antigas construções da cidade. Ali se encontra o túmulo de São Servácio,  primeiro bispo de Maastricht que teve um papel importante para sua época.

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Basílica de São Servácio
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Rua lateral da Basílica São Servácio
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Interior da Basílica São Servácio

Outra igreja belíssma é a Basílica católica de Nossa Senhora que remota ao século XI, a força da sua história fica evidente já na sua fachada.  No dia em que fomos estava fechada, então não conseguimos ver a estátua da Nossa Senhora, conhecida como milagrosa. A praça que fica em torno da basílica é linda e também repleta de cafés, tem uma sorveteria italiana fantástica.

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Basílica católica de Nossa Senhora

Em frente a Câmara Municipal estava acontecendo uma feira de rua que vendia desde frutas até objetos antigos. Ao redor da praça onde fica a Câmara existem vários bares, cafés e restaurantes. Almoçamos em um desses restaurantes,os preços são médios, pagamos em torno de $ 50 euros incluindo bebidas (sucos e choppe), uma média excelente para dois adultos e duas crianças.

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Câmara Municipal
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Feira de rua em frente a Câmara Municipal

Agora quero gastar uma pouco da minha pesquisa histórica para falar da ponte Sint-Servaasbrug, segundo a lenda é uma das pontes mais antigas da Holanda. Um linda ponte de pedra construída no século XII, liga os dois lados do rio Mosa, “a ponte” como era chamada antes dos anos 30, foi construída pelos romanos e no ano de 1275 sofreu um forte dano, sendo reconstruída em arcos de pedra da forma que conhecemos atualmente.

A ponte é uma referência turística de Maastricht, conhecer a cidade significa obrigatoriamente conhecer a ponte. No seu entorno dá para apreciar a sua beleza tomando um excelente café ou aproveitando o sol nas margens do rio Mosa.

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Ponte Sint-Servaasbrug,

Fizemos esta viagem de carro em um único dia, mas existe uma linha de trem saindo de Amsterdam Central, cuja viagem dura no máximo 3 horas, ou seja dá para fazer um bate e volta e conhecer os principais pontos da cidade. Mas se quiser conhecer os vinhedos, os museus e as cavernas de São Pedro, recomendo pernoitar na cidade.

Todos os anos, no verão, acontece na cidade, um concerto de André Rieu, na praça de Vrijthof. Minha irmã veio especialmente do Brasil para assistir um destes concertos e recomenda, mas a hospedagem nessa época fica um pouco mais cara, então programe-se com antecedência.

Um dica fundamental é pegar um mapa da cidade no Centro de Atenção ao Turista, logo que chegar à cidade, lá você  também encontra diversos suvenirs para levar de lembrança.

Espero que tenham gostado das dicas e fotos.

Te vejo no próximo post.

Beijocas

 

Viajar de carro pela Europa com crianças

Quando falo para os meus amigos que dirigi da Holanda até a Croácia todos querem entender como foi essa viagem, então resolvi fazer esse post para aqueles aventureiros que querem viajar pela Europa de carro com crianças.

Eu tinha apenas 5 meses de Holanda e ainda estava de posse da minha habilitação brasileira, as crianças entraram de férias, mas o marido nos deu a notícia que não poderia viajar conosco. Eu tinha a opção de passar todas as férias em casa ou ir para um país lindo onde o sol é generoso, com paisagens de tirar o fólego e onde os meus filhos poderiam correr livres no campos verdes e ainda comer fruta colhida do pé no sítio dos avós e no final do dia mergulhar num mar cristalino, ou seja, era uma alternativa muito atrativa.

Mas comprar tickets aéreos para a Croácia em pleno mês de Julho sem nenhuma programação não é um bom negócio, a opção mais fácil era dirigir até lá, afinal seriam apenas 1.397 km para ir e 1.397 km para voltar.

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Fonte: Google map

Considerando que teria que atravessar quatro países: Holanda, Alemanha, Áustria, Eslovênia até chegar na Croácia, com duas crianças, falando apenas o básico do inglês e do croata e sem conhecer as estradas, posso afirmar que com certeza foi uma aventura.

Contudo, quando se viaja com crianças, temos a responsabilidade do “risco controlado”, afinal os pequenos dependem de você. Aventura deve ser planejada nos mínimos detalhes, onde os imprevistos são a parte divertida da história.

Planejamento da viagem:

  1. Veja no mapa o seu trajeto, imprima o seu itinerário.
  2. Identifique todos os postos de gasolina no decorre do trajeto, isso é muito importante, pois caso você precise de uma parada de emergência, poderá saber a quantos kilômetros irá ter ajuda.
  3. Tenha um bom GPS no carro.
  4. Planeje as paradas e a quantidade de tempo de cada uma.

No meu caso eu não queria dormir na estrada, pois tinha medo de ficar sozinha no hotel com as crianças (paranóia de mãe). Fiz a minha programação de dirigir durante 15 horas, sair de madrugada da Holanda e chegar no inicio da tarde na Croácia.

  1. Leve estoque de comida e bebida.

Eu levei duas bolsa térmicas: uma com sucos, iogurtes, água e outra com sanduíches e frutas, além de uma sacola com diversos biscoitos. Uma dica importante, evite o máximo comer comida de rua, pois a sua criança pode não está acostumada com novos sabores ou ter uma alergia inesperada a um determinado ingrediente e acabar indo parar uma emergência médica por intoxicação alimentar. Outra dica: pare o carro para dar comida as crianças, evite que as refeições principais sejam dentro do carro enquanto você dirige. Programe-se para que ocorra nas paradas, pois caso aconteça da criança passar mal, você estará com toda atenção voltada para ela e não para a estrada.

  1. Leve remédios de primeiro socorros à mão.
  2. Deixe o carro confortável para as crianças, coloque travesseiros e cobertas o suficiente para quando dormirem não se machuquem e você não precise parar o carro para ajeitá-los, afinal estará sozinha e na estrada não se pode parar a qualquer momento.
  3. Leve tablets/Ipads para cada criança, sei que muitas mães não gostam, mas numa viagem longa essas tecnologias são essenciais.
  4. Evite brinquedos pequenos que possam cair debaixo do banco e causar um choro descontrolado até a próxima parada do carro.
  5. Tenha dinheiro em espécie o suficiente para uma emergência, além de cartão de crédito.

Na estrada

Holanda – Dirigir na Holanda é super tranquilo, as estradas são excelentes, bem sinalizadas e com rígido controle de velocidade. A Terra dos Moinhos é muito pequena então provavelmente independente do ponto do país que você esteja em no máximo 3 horas já estará na fronteira.

Alemanha – Cuidado! Essa é a palavra chave. Na época da minha viagem o trecho da cidade da Colônia até a cidade de Nuremberga estava em zona de obra, muitos trechos com apenas uma ou duas pistas, ou seja, quase 80 % da viagem. Considerando, que praticamente toda auto estrada na Alemanha a velocidade não é controlada, podem imaginar o risco.

Nas partes próximas às cidades existem limites de velocidade, contudo, na auto estrada não existe limite, sendo assim os carros podem ultrapassar os 160 km por hora. Ao juntar alta velocidade, trechos em obras e motoristas desatentos, o risco é bastante grande. A minha dica é: redobre sua atenção e cuidado ao mudar de faixa e quando houver sinalização obedeça à risca.

Quando tiver na divisa da Alemanha com a Áustria na cidade de Passau pare e compre dois adesivos pedágios para colar no para-brisa do carro, um para circular pela Áustria e outro para circular pela Eslovênia, os dois são vendidos no mesmo lugar. Caso você não tenha esses adesivos, poderá ter o seu carro multado ou apreendido.

Áustria – Paciência! Imagina uma estrada curvilínea, com diversos e imensos túneis. No ínicio do túnel existe um limite de velocidade de 100 km, mas no meio do túnel reduz para 50km repentinamente, no final do túnel aumenta para 100km e, apenas 300 metros depois reduz para 60 km. Ou seja, uma loucura total, não tem como prever a próxima placa e você tem a nítida sensação que estão brincando com você.

Confesso que nesse ponto senti saudade do perigo alemão. Mas a paisagem de cinema do alpes austríacos e os castelos de beira de estrada faz você esquecer a incoerência das sinalizações. Esta é a parte mais bonita da viagem.

Eslovênia – Socorro!!! Um país super pequeno e muito desorganizado em se tratando de estrada. Praticamente toda a auto estrada está em obra, e pelo que eu me informei já se passaram mais de 5 anos e não acabam nunca. A ponte que faz a ligação com a Croácia estava fechada devido as obras e tive que fazer um desvio por dentro da cidade. Porém, o GPS parou de funcionar e não conseguiu reconhecer as estradas internas, fiquei perdida, era noite, eu não entendia as placas e as crianças já estavam impacientes.

Nesses momentos é importante ter calma e fé, acreditar que vai achar uma solução. Após logos minutos encontrei uma estrada lateral onde conseguia ver parte da auto estrada, mantive o foco e para minha surpresa quando encontrei a saída já estava na divisa do país e o GPS voltou a funcionar. Quatro horas depois estávamos na casa dos meus sogros, na Croácia. A viagem durou 18 horas, muitas risadas, muitas paisagens lindas, alguns apertos e a certeza que valeu a pena.

Croácia – As estradas são amplas, bem sinalizadas e com um coerente controle de velocidade. O único incômodo são os inúmeros pedágios.

E você? Ficou animado em se aventurar? Conta pra gente!

Beijocas e te vejo no próximo post.

 

 

As 3 coisas que aprendi vivendo na Holanda

O texto de hoje é fruto de uma postagem coletiva do grupo Blogueiras Brasileiras na Holanda e trás uma reflexão muito legal do que aprendemos depois de mudar para o País. Eu poderia listar várias coisas, mas vou escolher apenas 3 que mudaram, não apenas o meu comportamento, mas minha percepção de mundo.

– Aprendi a acreditar que tudo pode ser possível

Mudar para a Holanda não foi um propósito de vida e sim uma consequência de vários fatores. O medo e a insegurança fizeram parte de todo o processo. Achei que seria impossível me adaptar aos novos costumes, língua e principalmente ao clima, mas sabia que precisava. Então, busquei reagir e encarar a mudança com determinação.

De repente, as coisas aconteceram e passei a não ter medo do desconhecido. Estudei holandês sozinha, me tornei voluntária num centro comunitário, mesmo com inglês básico. Comecei a estudar profundamente fotografia, um hobby que tenho como meta transformar em profissão. Fiz amizades com pessoas oriundas de diversas partes do mundo como: Líbano, Túrquia, Rússia, Canadá, Argentina, México, Alemanha e principalmente Holanda.

Ingressei numa plataforma digital chamada Brasileiras pelo Mundo, composta por mais de 100 mulheres brasileiras que moram em várias partes mundo e que têm como propósito o empoderamento feminino. Aprendi com as experiências delas e por participar desse grupo irei fazer esse ano a minha primeira viagem internacional sozinha, vou para Londres para participar de um Encontro Anual dessas mulheres, representando a Holanda. Comecei a relatar as minhas experiências no meu blog Melissa na Holanda e tais informações passaram ajudar pessoas desconhecidas e essa sensação meu trouxe um sentimento de paz enorme.

Percebi que o desafio da mudança é gratificante, pois te tira do conforto do cotidiano e te obriga a evoluir. Por isso, eu recomendo a se arriscar, mesmo que o início pareça improvável, saiba que o impossível é somente um ponto de vista.

– Aprendi a dar valor a simplicidade

Cheguei em pleno inverno holandês, e tinha apenas um casaco para frio rigoroso. E estava incomodada em  pensar que as pessoas sempre me viam com o mesmo casaco. Mas, por falta de grana e de tempo ainda não tinha comprado outro e comentei com a minha vizinha holandesa que não via a hora de ir numa loja.

A resposta dela foi a minha primeira lição de simplicidade deste povo: “Por que? Este não te esquenta? Por que precisa de mais de um?”. Parei e refleti: Verdade! Aquele atendia perfeitamente as minhas necessidades. E naquele momento me senti ridícula e a preocupação acabou. Certas questões impostas pelo meio que nos cerca, perdem o valor quando passamos a questioná-las com o olhar mais criterioso.

Coisas simples como: acompanhar a beleza e o desenvolvimento de uma árvore durante as quatros estações do ano; fazer cupcakes para os aniversários dos meus filhos sem me preocupa com a perfeição da forma; sentar para bater papo com amigas no meio da tarde. Saborear pratos diferentes; tomar uma taça de vinho para comemorar a chegada do sol; cuidar do jardim ao chegar da Primavera. Tudo passou a fazer sentido e a proporcionar uma sensação de bem estar incondicional.

Em suma, entender que a felicidade está nos pequenos momentos e que estes juntos formam a vida que vivemos e escolhemos viver.

– Aprendi a importância das relações humanas

A distância do Brasil e a necessidade de informar aos parentes e amigos como estavam as minhas novas descobertas do outro lado do Atlântico me aproximou das redes sociais. E ao navegar neste novo mundo virtual encontrei mulheres com histórias semelhantes a minha.

Diversidade é a palavra chave para descrever esse grupo de brasileiras que saíram do Brasil por diferentes motivos para desbravar a Terra dos Moinhos. E que, assim como eu, também através de textos fotos e vídeos inspiram pessoas e compartilham os sabores e dissabores de serem expatriadas.

E foi através desta afinidade de pensamentos que resolvi reunir essas mulheres. E mesmo sem conhecê-las, passei a contatá-las e tive a grata surpresa de saber que a essência da relação humana transborda o mundo virtual.

Pessoas maravilhosas que agora fazem parte da minha vida e juntas formamos o grupo Blogueiras Brasileiras na Holanda.

Este texto é resultado do nosso primeiro projeto juntas e com muita alegria gostaria de compartilhar com vocês não somente o que aprendi ao mudar para a Holanda, mas a visões múltiplas de vários olhares femininos.

Aqui você irá encontrar os textos sobre aprendizado das seguintes blogueiras:

Ana de Amsterdam!

Bailandesa.nl

Holandesando.com

Beyond Windmills

The Nerdylands

Little Jujuba

Diário de Prato

Holandices

Blog Metamorfose Fashion

Vivendo na Holanda by Carol Alves

Outra Youtuber que também fala sobre a Holanda é a:

Joyce Aurora

E você, o que aprendeu no último ano da sua vida? Conta pra gente!

Beijocas!

Te vejo no próximo post.

Páscoa na Holanda

Os holandeses vivenciam a Páscoa de uma maneira muito intensa. As casas e lojas são enfeitadas com lindos coelhinhos e pintinhos de porcelana, ovinhos pintados, galhos e imagens que representam a natureza.

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O tradicional ovo grande de Páscoa de chocolate que lotam os supermercados brasileiros por aqui não tem muito destaque, mas sim os coelhinhos de chocolate, assim como outros animais: pintinhos, galos, bezerros, patos. Os biscoitos típicos e os pães especiais tem o seu lugar garantido na mesa da família holandesa. O tempo com a família por aqui é muito importante, talvez seja por isso que temos dois dias de Páscoa.

O Eerste Paasdag (Primeiro Dia de Páscoa) e Tweede Paasdag (Segundo Dia de Páscoa)

O domingo de Páscoa é comemorado com um almoço (na verdade algo similar a um lanche) de família com direito a iguarias típicas da época como: peixes, ovos, queijos e pães especiais.  Outra tradição muito aguardada pelas as crianças holandesas é a  caça aos ovos. Elas saem com suas cestinhas decoradas em busca da maior quantidade de ovinhos de chocolates ou cascas de ovos de galinha pintados à mão pelos jardins e praças.

A segunda-feira é o dia de descanso, um feriado nacional, onde as famílias passeiam, arrumam seus jardins, ou simplesmente ficam curtindo o seu dia livre em casa.  Na Holanda não se comemora a Sexta-feira Santa.

Essa é a minha segunda Páscoa na Terra dos Moinhos e percebo também um sentimento de partilha ao próximo. Tenho uma vizinha que todo ano faz escultura de manteiga para presentear os amigos. Muito fofo!

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Na escola dos meus filhos existe uma programação especial que consiste em um lanche comemorativo na sala de aula, caça aos ovinhos de Páscoa e depois uma visita a igreja no horário de aula para uma missa especial com as crianças.

E nesse sentimento de amor ao próximo que quero desejar uma Feliz Páscoa a todos vocês! Ou no bom holandês “ Vrolijk Pasen!”

Beijocas e te vejo no próximo post!

 

05 Passeios com crianças em cidades da Holanda

Amersfoort – Zoológico DierenPark

O zoo DierenPark Amersfoort apresenta uma excelente infraestrutura e o visitante consegue ver de perto ursos, tigres, leões, macacos, girafas. São mais de 1.500 animais. Além disso o zoo conta com uma atração especial, o “DinoBos”, uma floresta com 75 estátuas de dinossauros  representando a vida desses animais na pré-história. As crianças irão adorar dar uma volta de trenzinho pelo zoo ou brincar num mini parque de diversão montado dentro do zoológico.

 

Informações:

  • Dieren Park Amersfoort
  • Site: dierenparkamersfoort.nl
  • Funcionamento em 2017:
  • 1 Janeiro a  25 Março das 10 h  às 17h
  • 26 Março a 29 Outubro  das 09h às 18h
  • 30 Outubro a 31 Dezembro das 10h às 17h

 

Amsterdam – Museu Nemo

Um dos mais populares museus para se visitar em Amsterdam. Sua arquitetura em formato de proa de navio é linda, mas a parte mais interessante fica dentro do museu com sua diversidade de atrações. O Nemo é um museu de ciências voltado para o público infantil. As crianças se divertem com os experimentos, mexendo, brincando e descobrindo o seu funcionamento na prática, sendo a interação a palavra chave.

Informações:

  • Nemo Science Center
  • Site: nemosciencemuseum.nl
  • Funcionamento: De terça-feira a domingo segunda feira, das 10h00 às 17h30

Den Haag – Madurodam

É um parque que representa a Holanda em miniatura, nele você pode passear em campos de tulipas, mercados de queijo, moinhos de vento. Também tem uma certa interatividade, as crianças podem carregar contêineres em um navio cargueiro , apagar fogo de um incêndio no porto, fazer um avião decolar. Os principais símbolos holandeses são representados nesse parque de uma forma divertida e bela.

Informações:

  • Madurodam
  • Site: madurodam.nl
  • Funcionamento em 2017:
  • 09 de janeiro a 24 de fevereiro de 11h às 17h
  • 25 de Fevereiro a 5 Março de 10 às 17h
  • 06 de Março a 22 de Março 11 às 17h
  • 23 de Março a 03 de Setembro de 09 às 20h
  • 04 de Setembro a 31 de Outubro 09 às 19h
  • 01 de Novembro a 23 de Dezembro 11 às 17h
  • 24 de Dezembro a 31de Dezembro de 10 às 17h

Utrech – Museu Nijntje ou Miffy

O museu Nijntje também conhecido como “Dick Bruna Huis” , nome do criador da coelhinha mais querida da Holanda.  As histórias de Dick Bruna encantaram gerações, devido a sua linguagem direta e simples e do colorido das suas ilustrações.Sua obra já foi traduzida para mais de 40 idiomas no mundo todo. O museu é uma representação das histórias da coelha Nijntje ou Miffy (em inglês),e também utiliza da interação como forma de atrair as crianças. No último andar tem uma área recreativa para crianças brincarem de controladores de trânsito e assistirem um teatro de fantoches.

Informações:

  • Nijntje Museum
  • Site:nijntjemuseum.nl
  • Funcionamento: De terça a Domingo, das 10h às 17h.

Utrech – Museu Ferroviário em Utrecht

Um lugar onde você literalmente viaja no tempo. O museu conta a história das ferrovias nacionais holandesas, desde das locomotivas à vapor até os trens mais modernos da atualidade. As crianças podem interagir com algumas atrações, além de assistir um teatro que conta as aventuras de um maquinista de trem. Do lado de fora do museu existe um espaço para as crianças brincarem e andar de trenzinho.

Informações:

  • Het Spoorweg museum
  • Site: spoorwegmuseum.nl
  • Funcionamento: De terça a domingo, das 10h às 17h, com entrada gratuita para crianças menores de 4 anos.

Prometi falar apenas de 5 passeios, mas não posso deixar de comentar sobre as bibliotecas holandesas, onde as suas crianças poderão viajar na imaginação de uma forma lúdica. Em toda cidade tem uma Biblioteca Central que terá certamente uma sessão infantil, muito colorida e acessível aos pequenos. Na minha cidade algumas dias da semana a biblioteca tem contadores de histórias infantis, uma forma criativa para estimular a leitura.

Para pegar um livro emprestado na biblioteca é necessário fazer um cartão e pagar uma taxa anual, sendo que para as crianças de até 4 anos o serviço é gratuito. Tanto a retirada do livro quando a devolução é toda informatizada, o usuário scannea o próprio cartão na máquina de locação de livro e recebe um comprovante com a data de entrega ao retornar o livro fará o mesmo processo, só que agora utilizando a máquina de devolução, um formato simples e rápido.

 

Em suma, opções não faltam para se divertir com os pequenos na Terra dos moinhos.

Você tem alguma atração divertida para fazer com os pequenos?

Conta para gente!

Te vejo no próximo post!

 

 

Markthal: Conferindo as dicas da Holandesando!

Ter uma amiga blogueira que dá dicas de passeios no país onde você mora é igual MasterCard não tem preço. Semana passada minha amiga Robbie do site Holandesando.com meu deu um presente ao postar um artigo sobre o Mercadão de Markthal. Ela listou 10 motivos para visitar o Markthal em Roterdã. Nunca tinha ido no centro de Roterdã e também não conhecia esse mercado. Anotei as dicas dela e resolvi conferir de perto, afinal como toda boa mineira precisava ver para crer.

1.O Markthal é um mercado único no mundo

Concordo. No primeiro momento você acha que é só mais um mercado, afinal são barracas que vendem produtos variados. Mas a atmosfera do lugar é diferente, você se encanta com a beleza da estrutura, escuta diferentes idiomas ao passar pelas pessoas e fica impressionado com a organização holandesa.

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  1. É um ícone de Roterdã

Confirmado. A arquitetura é simplesmente maravilhosa. O mais engraçado que ficava me lembrando do trecho do post da Robbie que falava sobre as pessoas que viviam nos apartamentos em cima do mercado. A curiosidade para saber como são os apartamentos por dentro me consumiu durante todo passeio.

  1. É rodeado de vizinhos famosos

Confirmado. Ao ver o prédio Lápis e a Casa Cubo sabia que estava no lugar certo. E depois ao passear em torno do mercado encontrei a única igreja da Idade Média em Roterdã que a Holandesando indicou, pena que estava fechada. Fora do mercado também tem uma feira de rua muito bacana e se andar um pouquinho mais irá encontrar o centro comercial de Roterdã onde fica as principais lojas da cidade.

  1. O Markthal tem comidinhas do mundo inteiro

Confirmado. Não há dieta que resista, comida árabe, italiana, chinesa, japonesa. Acho que faltou um restaurante brasileiro para fechar com chave de ouro o passeio.

  1. Várias holandesices gastronômicas num só lugar

Confirmado. O problema é que cada barraca oferece uma enorme variedade de  queijo para degustação ou seja, torna a escolha do queijo para se levar para casa uma tarefa difícil.

  1. Você vai encontrar frutas exóticas – inclusive do Brasil

Confirmado. Pensa numa pessoa feliz comprando coco e manga doce.

  1. Tem a “Capela Sistina” de Roterdã

Confirmado. Perfeita!  A simplicidade de colocar no teto do mercado uma bela pintura dos objetos vendidos no local deu ao lugar uma identidade visual única.

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  1. Tem o único restaurante italiano do Jamie Oliver na Holanda

Sim tem, mas eu não fui. Esse item fica para a próxima visita.

  1. Você faz uma viagem no tempo na escada rolante

Confirmado. Essa parte foi divertida, pois dei uma de guia turística para o marido, apresentando os objetos arqueológicos encontrados durante a construção.(Valeu Robbie!)

  1. Chegar ao Markthal é divertido

Não consegui ver a escada-piano pois não usei o metro, fui de carro. Sendo assim, conheci o estacionamento do mercado: gigante, moderno, organizado e relativamente barato por ser no centro da cidade. E caso queira pode comprar o ticket pela internet e economizar.

Quer saber mais sobre esse mercado típico holandês? Recomendo a leitura do post do site Holandesando.com

Eu adorei e confirmei todas as dicas. Valeu a pena o passeio e a leitura!

E você? Tem dicas de passeios para compartilhar? Conta pra gente!

Beijocas e te vejo no próximo post. Mas antes veja as fotinhas do mercado 🙂

15 curiosidades sobre a Holanda

Apesar de ser pequeno, o país é rico em cultura e curiosidades, por isso resolvi contar o que aprendi no último ano aqui. Listei apenas 15 curiosidades, mas existem muitas outras para serem faladas. Um fato interessante é que diversos itens listados podem ser encontrados em livros didáticos sobre a língua holandesa, demonstrando uma preocupação dos holandeses em repassar além do conhecimento da língua também informações sobre o seu país.

  1. O verdadeiro nome do país é Nederland ou Países Baixos, o nome Holanda designa a região formada pelas províncias de Holanda do Norte e Holanda do Sul.
  2. Moram no país, pessoas de mais 190 nacionalidades, ou seja, quase uma representação do Mundo todo.
  3. Você consegue percorrer o país de Norte ao Sul em 300 kilometros e de Leste ao Oeste em apenas 200 kilometros.
  4. Aproximadamente 27% da Holanda está abaixo do nível do mar. O principal aeroporto do país, o Schiphol, está 4 metros abaixo do nível do mar.
  5. Segundo o site Wikipédia a língua holandesa ou a língua neerlandesa é falada por cerca de 25 milhões de pessoas, nos Países Baixos, no norte da Bélgica, no Suriname, em Aruba, em Curaçao, em São Martinho, nos Países Baixos Caribenhos e por certos grupos na Indonésia.
  6. As ilhas de Aruba, Bonaire, Curaçao, Saba e Santo Eustáquio, além da parte sul da ilha de São Martinho (todas no mar do Caribe, na América Central), são territórios ligados administrativamente aos Países Baixos. Em 2011 parte das Antilhas Neerlandesas foram formalmente extintas, contudo algumas permanecem ligadas aos Países Baixos como municípios especiais localizados nas Pequenas Antilhas, no mar do Caribe.
  7. O país é composto de 12 províncias, sendo elas: Groningen, Friesland, Drenthe, Overijssel, Flevoland, Gelderland, Utrecht, Noord-Holland, Zuid-Holland, Zeeland, Noord-Brabant, Limburg.
  8. A província de Flevoland foi criada a partir do mar do sul apenas em 1986.
  9. Amsterdam foi construída em cima de palafitas.
  10. A Holanda tem apenas um monte, Vaalserberg, sendo que a sua altura é de apenas 323 metros.
  11. O país é uma Monarquia constitucional parlamentar, sendo o rei Willen Alexandre casado com a rainha Máxima de nacionalidade argentina e o casal tem três filhas lindas Amalia, Alexia e Ariane.
  12. O porto de Rotterdam é o maior da Europa.
  13. Em 1937 foi construído um dique de 32 km para ligar as províncias de Friesland e Noord –Holland, a obra demorou 5 anos para ser construída e se tornou um ícone da luta holandesa contra a invasão do mar. A água represada devido a construção transformou-se de água salgada para água doce formando o lago Ijsselmeer.
  14. A capital do país é Amsterdam, mas a cidade sede do governo é Den Haag ou Haia (em português)
  15. Os holandeses são as pessoas mais altas do mundo ( o meu vizinho é o segundo homem mais alto do país, ele tem que se abaixar para entrar aqui em casa).

 

E vocês já sabiam de todas essas curiosidades?  Tem mais alguma para nos contar?

Conta para gente!

Te vejo no próximo post.

Beijocas

 

Vamos ao supermercado na Holanda?

Acredito que uma das curiosidade da maioria das pessoas ao se falar em mudança de país é sobre a comida. E saber se encontrará os produtos básicos da culinária brasileira nos supermercados. Sim, você irá encontrar tudo que precisa para fazer um prato bem brasileiro.

Feijão, arroz, carne, mandioca, tomate, pepino, leite condensado, tapioca, leite de coco e muito mais. Você poderá comprar no supermercado do bairro e se faltar aquele ingrediente especial, basta procurar em lojas especializadas de produtos brasileiros ou turcos (os turcos tem produtos similares aos nossos). Ou seja, aqueles produtos essenciais como pão de queijo e goiabada serão encontrados facilmente.  Ficou aliviado (a)? Se você tem origem mineira como eu, com certeza ficou.

Ao nos inteirarmos dos valores cobrados pela comida numa determinada região, teremos alguns parâmetros do custo de vida do país. Sendo assim, resolvi colocar neste post a minha vivência nos supermercados daqui e o custo de alguns produtos básicos.

Aqui na Holanda existem muitas redes de supermercados, as principais são o Albert Heijn, Coop, Lidl, Jumbo e Plus. Existem outras opções de redes também, além das feiras livres e dos mercados menores de bairro. Mas vou exemplificar a minha realidade de compra que é em três deles Albert Heijn, Coop e Lidl.

No Albert Heijn faço compras semanais de comida, legumes, frutas, carne, iogurtes. Gosto muito da qualidade dos produtos e da variedade. O supermercado ainda fornece um cartão de fidelidade chamado de bonuskaart que oferece desconto em vários produtos. Além disso o cartão lhe dar o direito de fazer compras usando o sistema de scanner.

Funciona assim: você pega um scanner e passa em todos os produtos e na medida que os for colocando no carrinho, automaticamente a sua compra vai sendo contabilizada, depois na saída do supermercado você passa o seu scanner no visor e paga com seu cartão de débito e receberá uma nota fiscal com código de barra e vai para casa. Simples assim, sem atendente, no velho método holandês faça você mesmo. Confesso que só usei uma vez este serviço, mas por culpa do meu holandês precário, mas muito legal para quem tem pressa em fazer supermercado.

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Aparelho de scanner e visor de pagamento

Este supermercado tem muita variedade de oferta de produtos, mas  é um dos estabelecimentos com produtos mais caros. Considerando, marca própria do supermercado ou produtos com menor preço fiz uma pequena lista de compra abaixo:

Produto

Preço (em euros) Produto Preço ( em euros)
Arroz (1kg)

1,63

Tomate (500 g r)

1,99
Feijão (500gr)

1,55

Batata(1kg)

3,50

Macarrão (1 pct)

1,20

óleo de soja (1 lt)

1,92

Carne bovina(300 gr)

3,14

Banana (1kg)

1,99

Leite (1 lt)

2,36

Maçã(1kg)

1,89

Pão integral fatiado  (1 pct)

1,99

Abobrinha (1 unid.)

0,71

Actimel- iogurte (pct c/6)

3,49

Papel higiênico (pct c/6 un.)

2,89

Escolhi esses produtos pois acredito que são básicos e usados na maioria dos lares, mas servem apenas para se ter uma noção de preços. Entretanto, tudo pode ser encontrado nos supermercados holandeses desde produtos orgânicos, dietéticos, sem lactose, fit até diversas variedades de carnes.

Por ser próximo a minha casa compro no supermercado Coop somente aqueles produtos de emergência do dia-a-dia. Exemplo: preciso de um ingrediente no meio de uma receita ou acabou o pão. Mas a rede é muito similar em qualidade ao Albert Heijn, mas não tem tanta variedade de produtos.

Algumas verduras e produtos de limpeza sempre compro no Lidl uma rede grande que eu já conhecia, em férias na Croácia comprava nele. Apresenta  variedade de produtos e preços mais baixos que os outros dois. Mas grande parte dos produtos são de marcas desconhecidas, ou seja, só comprando o produto para você identificar a qualidade dele. Até agora tenho gostado dessa experiência de desapego das marcas.

Curiosidades:

Encontrei coisas semelhantes entre as minhas compras de supermercado tanto na Holanda como na Croácia, onde passo férias todos os anos.

Pagamento por garrafas pets e de vidro: Se na embalagem da garrafa tiver a marca de retornáveis, após vazia você pode leva-la ao supermercado e inserir numa máquina de devolução, receberá 0,25 € por cada garrafa pet e 0,10 € por garrafa de vidro.

Organização dos carrinhos de compras: Você só consegue pegar um carrinho  de compras se inserir uma moeda para soltar a corrente que mantêm ele preso ao carrinho da frente. Mas não se preocupe ao colocar o carrinho em fila novamente após as suas compras o mecanismo onde colocou a moeda abrirá e você a pegará de volta. Resultado, não existe carrinho espalhado para todos os lados no estacionamento, todo mundo coloca o carrinho de volta para ser usado por outra pessoa.

Uso de sacolas reutilizáveis: O supermercado oferece sacola plástica mas você tem que pagar por ela. Ou seja, todos levam a sua sacolinha de casa ou usa as caixas de papelão disponível na entrada do supermercado.

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Carrinhos organizados, sacolas à venda, máquina para garrafas e ainda café e chá de cortesia.

Pesagem de frutas e legumes: Em algumas cidades no Brasil você também é responsável por pesar as suas compras de frutas e legumes, mas a diferença daqui é a balança que vem com a foto ou desenho dos alimentos para pesar o produto. Muito fofo! (risada) além de prático para que não compreende a língua local.

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balança ilustrativa

Dica:

Esse é o site da loja especializada em produtos brasileiros onde eu compro, www.finalmentebrasil.nl , para aqueles dias que a saudade bate no coração.

Gostou de ir ao supermercado na Holanda? E você qual supermercado gosta mais?

Conta para gente! Te vejo no próximo post.

Beijocas

Mas antes veja mais fotinhas: